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Marcelo Portella: se um colega sai ferido, a operação falhou!

O delegado-chefe da Asa Sul celebra o feito da unidade ter todos os homicídios dos últimos dois anos resolvidos

 

Nascido e criado em Brasília, mais precisamente na Asa Sul, o delegado Marcelo Portella completa 52 anos de vida na próxima quinta-feira, 9. Desse tempo todo, 27 foram vividos dentro da Polícia Civil. Hoje ele é delegado-chefe da 1ª Delegacia de Polícia da Asa Sul e até brinca que trabalha cuidando do "quintal da sua casa". Em conversa com o GPS|Lifetime, o delegado relembrou os tempos de sua juventude, ele explicou que sempre morou e estudou no Plano Piloto, e hoje em dia sai feliz para trabalhar. 

"Vivi minha juventude na Asa Sul. Naquela época, Brasília era muito livre, a gente circulava bastante pelas quadras. Eu morei bem próximo ao Clube Vizinhança, o qual eu frequentava muito. Estudei nos colégios da Asa Sul. E, hoje, sou delegado-chefe da Asa Sul. Muito me honra estar à frente desta unidade, numa localidade onde eu vivi a minha vida inteira. A 1ªDP fica no quintal da minha casa, então, eu trabalho cuidando da cidade como se fosse o meu quintal", relembra. 

Segundo o delegado, a entrada na polícia foi um acaso, pois era recém-formado em Direito, estava prestando concursos e um dia recebeu a notícia de que tinha passado para a corporação. Hoje, o delegado, além de chefe da 1ª DP, também é presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal e luta pelo reconhecimento da importância da categoria por parte da população.

"Assim que eu me vi na atividade, eu me identifiquei muito com a responsabilidade. A polícia é absolutamente vital para manter a paz social dentro de determinada comunidade. É difícil você encontrar alguma outra instituição que tenha tanta repercussão social como a polícia", explica. 

O delegado já passou por delegacias do Plano Piloto, Ceilândia, Paranoá e unidades especializadas como repressão a fraudes, repressão a entorpecentes e sequestro. Nessa última, o delegado afirma ter vivido uma das experiências mais marcantes. 

"Estávamos investigando o desaparecimento de um médico que havia sumido há alguns dias e identificamos que ele estava sendo mantido em cativeiro, estava sendo dopado e amarrado. Não temos dúvidas de que se o indivíduo não tivesse sido encontrado ele estaria morto. A intenção dos autores era eliminá-lo depois de conseguir todo proveito econômico [...] Quando conseguimos estourar o cativeiro, libertar o médico e prender o autor, os familiares tomaram conhecimento de que ele estava vivo e logo a delegacia ficou cheia de pessoas e da imprensa. Quando descemos na nossa unidade com o médico com saúde, todas as pessoas começaram a bater palmas, chorando, abraçando a vítima. Aquilo trouxe uma satisfação pessoal por ter conseguido empreender os esforços e salvar aquela vítima que estava submetida a atrocidades", relembra. 

Foto: Cortesia

Quando se fala em operação policial, o delegado Marcelo Portella não admite ver um colega de profissão ferido. Segundo ele, se um policial morre ou acaba em um hospital, provavelmente a operação não foi bem planejada.

"Acordo de madrugada, 3/4h da manhã, meu filho e minha mulher ainda estão dormindo, me visto de preto, coloco o colete, pego arma e me equipo. Vou encontrar mais 150/200 policiais e vou para uma operação policial. Até hoje não aconteceu nada, mas a gente tem o hábito de planejar muito bem as operações. Se a gente vai pra uma operação e prende 30 indivíduos mas, um policial saí ferido, essa operação foi mal planejada na minha concepção. O policial não sai de casa para morrer na rua, eu não despeço da minha mulher e do meu filho pra morrer na rua, por um indivíduo que não tem nada a perder. A ação policial é por natureza desproporcional. Eu vou pegar um bandido com uma pistola, mas eu vou com 10 policiais armados de fuzil, para ele ver aquela desproporção e pensar duas vezes antes de reagir", explica.


Foto: Cortesia

De acordo com Portella, o diferencial da 1ª DP é que a unidade conseguiu resolver todos os homicídios dos últimos dois anos. Isso significa que todos os criminosos já estão presos e as famílias, apesar da dor da perda, já podem respirar com mais tranquilidade e segurança. Entre maio de 2020 e abril de 2021 a delegacia ficou quase sem nenhum registro de homicídio. O único aconteceu em abril deste ano e os três envolvidos no crime foram identificados e presos. Vale ressaltar a queda significativa na quantidade de crimes com mortes na região: em 2019 foram 5 ocorrências, em 2020 foram 3 e em 2021 apenas 1, que foi o de abril.

Publicado em 13/07/2021

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